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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ética, pra que?


O jornal O Estado de São Paulo, em 2006, publicou uma reportagem intitulada “Devolveu o cartão, chocou a vizinhança”, que relata o drama de Márcia Miranda, dona de casa, desempregada, residente em Boituva – São Paulo, que recebia R$ 15,00 (quinze reais) mensais do programa “Bolsa Família”, e que após conseguir um emprego com carteira assinada como empregada doméstica, decidiu devolver o cartão do “Bolsa Família”, já que o mesmo destinava-se à pessoas desempregadas.
 Por causa desse ato, relata o jornal, Márcia foi ridicularizada pela vizinhança. Na reportagem ela diz o seguinte:
– O pessoal fica perguntando por que eu fiz isto, por que devolvi o cartão...

“Infelizmente, para muitos, ser ético é o mesmo que ser chamado de otário. Mas isso, como tudo na vida, é uma escolha, uma decisão. Nada muda sem liderança, nada se transforma sem liderança, nada acontece sem liderança, e felizmente muitos líderes já chegaram à conclusão de que é possível virar este jogo e que agir eticamente é sempre o melhor negócio, por isso têm se posicionado de maneira firme contra a compra e venda de facilidades, assumindo o risco de perder negócios, criando, contudo, valores e princípios sólidos que trarão reflexos extremamente positivos para as pessoas e para a organização, que certamente lhes darão maior vantagem competitiva num futuro próximo.” (Marco Fabossi)

E você?? Como se posiciona na sua vida??

terça-feira, 18 de setembro de 2012

MILHO DE PIPOCA


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.

Assim acontece com a gente.


As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.

Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.

O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.

Pode ser fogo de fora: perder um amor, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.

Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.

Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!

E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.

Rubem Alves

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Discurso de vida!!


O menor discurso de Bryan Dyson..., ex-presidente da Coca Cola... Ele disse ao deixar o cargo de Presidente da Coca Cola:


"Imagine a vida como um jogo em que você esteja fazendo malabarismos com cinco bolas no ar.
Estas são: seu Trabalho - sua Família - sua Saúde - seus Amigos e sua Vida Espiritual, e você terá de mantê-las todas no ar.
Logo você vai perceber que o Trabalho é como uma bola de borracha. Se soltá-la ela rebate e volta.
Mas as outras quatro bolas: Família, Saúde, Amigos e Espírito, são frágeis como vidros. Se você soltar qualquer uma destas, ela ficará irremediavelmente lascada, marcada, com arranhões, ou mesmo quebradas, vale dizer, nunca mais será a mesma.

Deve entender isto: tem que apreciar e esforçar para conseguir cuidar do mais valioso. Trabalhe eficientemente no horário regular do escritório e deixe o trabalho no horário. Gaste o tempo requerido à tua família e aos seus amigos. Faça exercício, coma e descanse adequadamente. E sobre tudo... Cresça na sua vida interior, no espiritual, que é o mais transcendental, porque é eterno.

Shakespeare dizia: "Sempre me sinto feliz, sabes por quê? Porque não espero nada de ninguém. Esperar sempre dói. Os problemas não são eternos, sempre têm solução. O único que não se resolve é a morte. A vida é curta, por isso, ame-a!
Viva intensamente e recorde:

Antes de falar... Escute!
Antes de escrever... Pense!
Antes de criticar... Examine!
Antes de ferir... Respire!
Antes de orar... Perdoe!
Antes de gastar... Ganhe!
Antes de se render... Tente de novo!

ANTES DE MORRER... VIVA!”

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Historia Curta...

Charles Plumb, era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã.

Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil.

Plumb saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita.

Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão.

Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:

“Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?"

“Sim, como sabe?", perguntou Plumb.

“Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?"

Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:

"Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje."

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se:

“Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro."

Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.

Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia:

"Quem dobrou teu pára-quedas hoje?".

Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual.

Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.

Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável.

Hoje, esta semana, este ano, cada dia, procura dar-te conta de quem prepara teu pára-quedas, e agradece-lhe.

(Autor Desconhecido)

domingo, 26 de agosto de 2012

Equilibrio

Uma pessoa normal desce na estação do metrô de NY, vestindo jeans, camiseta e boné, coloca-se próximo à entrada, tira um violino da caixa e começa a tocar para a multidão que passa por ali, bem no horário do rush matinal. Durante os 45 minutos que tocou com entusiasmo, foi praticamente ignorado por todos aqueles que passavam ali.

Ninguém sabia, mas aquele era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares, e que alguns dias antes ele havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custavam 1.000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo (que pode ser visto abaixo), mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, e completamente indiferentes ao espetáculo que a vida lhes proporcionava bem na frente de seus olhos. Pessoas distraídas com a vida.

Equilíbrio é uma das palavras mais cobiçadas em nossos dias, contudo, o que poucos percebem é que viver com equilíbrio é uma escolha; é escolher o bom humor, que ativa o sistema imunológico, em vez do mau humor, que atrai doenças e afasta as pessoas. É escolher a gratidão ao invés da lamentação, porque ninguém suporta ficar muito tempo perto de uma pessoa que vive se lamentando da vida. É escolher viver o hoje ao invés de se prender ao passado ou viver preocupado com o amanhã. Viver com equilíbrio é escolher a calma e a tranquilidade ao invés de estresse e nervosismo. É escolher estar na correria do mundo, mas não trazer essa agitação para seu mundo e para a sua vida. É escolher a compreensão em vez do julgamento, o perdão em vez da mágoa, a doçura em vez da amargura e rispidez. É escolher ser feliz, sem temer de vez em quando passar por momentos tristes, em vez de ser triste e de vez quando passar por momentos felizes. É escolher olhar a situação de vários ângulos, e encontrar e preferir um ângulo positivo. É escolher transmitir amor e alegria.
Viver com equilíbrio é escolher viver ao invés de simplesmente existir. Somos constantemente enredados e levados pela correria do dia a dia, deixando que o trabalho e os problemas nos envolvam a tal ponto que acabamos nos sentindo em meio a uma batalha, na qual o maior objetivo é sobreviver e não mais desfrutar das belezas que a vida nos proporciona. Experimente parar um pouquinho o que está fazendo, e olhe ao seu redor.
Deus nos criou para uma vida abundante, mas para isso precisamos alinhar valores, prioridades e atitudes, percebendo a importância da família, das pessoas e dos relacionamentos, porque no futuro, pouco vamos nos lembrar das coisas que fizemos, mas certamente nos lembraremos daqueles com quem convivemos e ajudamos a ter uma vida melhor por causa de nosso interesse e dedicação. E seguramente, também nos lembraremos daqueles que fizeram o mesmo por nós.

(Texto de Marco Fabossi)

domingo, 19 de agosto de 2012

Familia


Família é prato difícil de preparar.

São muitos ingredientes.

Reunir todos é um problema...

Não é para qualquer um.

Os truques, os segredos, o imprevisível.

Às vezes, dá até vontade de desistir...

Mas a vida... sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir

o apetite.

O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.

Súbito, feito milagre, a família está servida.

Fulana sai a mais inteligente de todas.

Beltrano veio no ponto, é

o mais brincalhão

e comunicativo, unanimidade.

Sicrano, quem diria?

Solou, endureceu, murchou antes do tempo.

Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente...

Já estão aí? Todos? Ótimo.

Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.

Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe.

Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome

alguns cuidados.

Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola.

Não se envergonhe de chorar.

Família é prato que emociona.

E a gente chora mesmo.

De alegria, de raiva ou

de tristeza.

Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.

Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante

e saborosa.

Atenção também com os pesos e as medidas.

Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um

verdadeiro desastre.

Família é prato extremamente sensível.

Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.

Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.

Principalmente na hora que se decide meter a colher.

Saber meter a colher é verdadeira arte.

Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.

O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita.

Família é afinidade, é à Moda da Casa.

E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.

Há famílias doces.

Outras, meio amargas.

Outras apimentadíssimas.

Há também as que não têm gosto de nada,

seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta

só para manter a linha.

Seja como for, família é prato que deve ser servido

sempre quente, quentíssimo.

Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

Enfim, receita de família não se copia, se inventa.

A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.

Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro.

Se puder saborear, saboreie.

Não ligue para etiquetas.

Aproveite ao máximo.

Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

(Francisco Azevedo)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Chave do Sucesso

Certa vez um jovem perguntou a um conhecido mentor e filósofo, enquanto caminhava com ele em sua fazenda:

- Em sua visão, qual é a chave que abre as portas do sucesso na vida de um ser humano?
Como já era final de tarde, apontando para as pombas que enchiam o pombal da fazenda, o filósofo respondeu:
- Tire um pombo-correio daquele pombal, coloque-o em uma gaiola, cubra-a com um cobertor, coloque-a dentro de uma caixa e ponha no porta-malas de seu carro. Em seguida, dirija por mil quilômetros em qualquer direção. Se, em seguida, libertar o pombo-correio, perceberá que ele voará três vezes em círculo e, em seguida, partirá sem hesitação, de volta para o seu pombal, há mil quilômetros de distância. Aqui está a chave!
Percebendo que o jovem não havia compreendido completamente a analogia, o filósofo concluiu:
- O senso de direção voltado para uma meta específica é a chave do sucesso. É a capacidade de estabelecer um ponto de chegada, um alvo, que nos impede de nos perdermos no meio da jornada. Além do pombo-correio, não há nenhum outro ser vivo na terra dotado desta incrível função cibernética de buscar suas metas, exceto o homem.

domingo, 22 de julho de 2012

Superação

Os seres humanos, de modo geral, estão sempre muito preocupados em alcançar o sucesso. O mundo convencionou que sucesso é o triunfo nos negócios, nas profissões, nas posições sociais, com destaque da personalidade, aplausos e honrarias. Causam impacto as pessoas que desfilam no carro do poder. Despertam inveja a juventude elegante, a beleza física, os jogos do prazer imediato. Produzem emoções fortes as conquistas dos lugares de relevo e projeção na política, na sociedade. Inspiram mágoas aqueles que parecem triunfar na glória e êxito terrestres...

Esse sucesso, porém, é de efêmera duração. Todos passam pelo rio do tempo e transformam-se. Risos se convertem em lágrimas... Primazias cedem lugar ao abandono... Bajulações são substituídas pelo desprezo... Beleza e juventude são alteradas pelos sinais da dor, do desgaste e das rugas do envelhecimento.

O indivíduo que luta pela projeção exterior, sofre solidão, vazio, frustrações e tédio. Aquele tido pela sociedade como uma pessoa de sucesso não é, necessariamente, uma pessoa feliz.

Todavia, muitos perseguem esse sucesso com sofreguidão, e para mantê-lo desgastam-se emocionalmente, inspiram ódios, guerras surdas ou declaradas, acumulam desgostos.

Entretanto, há outro sucesso efetivo e duradouro que os homens têm esquecido: é a vitória sobre si mesmo.

Dessa conquista ninguém toma conhecimento. Mas a pessoa que a busca, sente-se vencedora por dominar-se a si mesma, alterando o temperamento, as emoções degradantes, e sente a paz disso decorrente.

O indivíduo que experimenta o sucesso interno torna-se gentil, afável, irradiando bondade, e conquista em profundidade, aqueles que dele se acercam.

Quando, no entanto, é externo esse triunfo, a pessoa torna-se ruidosa, impondo preocupação para manter o status, chamar a atenção, atrair os refletores da fama. O sucesso sobre si mesmo acentua a harmonia e aumenta a alegria do ser, que se candidata a contribuir em favor do grupo social mais equilibrado e feliz, levando o indivíduo a doar-se.

O sucesso de Júlio César, conquistador do mundo, entrando em Roma em carro dourado e sob aplausos da multidão, não o isentou do punhal de Brutus nas escadarias do senado.

O sucesso de Nero, suas conquistas e vilezas, não o impediram da morte infamante a que se entregou desesperado.

O sucesso de Hitler, em batalhas cruéis nos campos da Europa e da África, não alterou a sua covardia moral, que o conduziu ao suicídio vergonhoso.

O sucesso, porém, de Gandhi, fê-lo enfrentar a morte proferindo o nome de Deus.

O sucesso de Pasteur auxiliou-o a aceitar a tuberculose com serenidade.

O sucesso dos mártires, dos cientistas e pensadores, dos artistas e cidadãos que amaram, ofereceu-lhes resistência para suportarem as afrontas e crueldades com espírito de abnegação, de coragem e de fé.

Sem que nos alienemos do mundo, ou abandonemos a luta do convívio social, busquemos o sucesso - a vida correta, os valores de manutenção do lar e da família, o brilho da inteligência, da arte e do amor - e descobriremos que, nesse afã, teremos tempo e motivo para o outro sucesso, o de natureza interior.

O verdadeiro sucesso é o resultado daquilo que se faz com amor, carinho e determinação.

Transforme o resultado de sua vida em um verdadeiro sucesso.
(Vincent Benedicto)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A Melhor Semente


Um empresário de sucesso entendeu que era tempo de escolher um sucessor para conduzir os seus negócios. Reuniu então seus diretores e os mais brilhantes jovens executivos de sua empresa e lhes disse:

Chegou o momento de escolher o próximo Presidente, e este será um de vocês. Darei a vocês uma semente. Plantem-na, reguem-na e daqui a um ano nos reuniremos novamente, e nesta ocasião deverão mostrar o que cultivaram a partir dessa semente. Neste dia escolherei o novo Presidente da Empresa.
Um de seus mais jovens executivos, Carlos, entusiasmado, chegou em casa com a semente e contou tudo à esposa. Ela o ajudou a encontrar um vaso, terra e adubo para plantar a semente, que ele regava todos os dias.
Pouco tempo depois Carlos ouvia alguns comentários dos outros participantes sobre como suas plantas estavam crescendo, e começou a ficar preocupado porque sua semente não germinava. Passaram-se semanas e nada. Todos falavam de suas plantas, mas Carlos não estava conseguindo fazer sua semente germinar. Seis meses se passaram e nada acontecia.
Depois de um ano, como combinado, todos foram convocados para uma nova reunião e orientados a levar suas plantas. Carlos sabia que aquele seria um momento muito embaraçoso, mas com o apoio e incentivo de sua esposa, decidiu levar o vaso sem planta. Ficou ainda mais envergonhado quando chegou à reunião e viu a variedade de plantas que os outros haviam cultivado. Eram lindas e de vários formatos e tamanhos. Quando colocou seu vaso sem planta sobre a mesa, muitos de seus colegas riram, e ele ficou ainda mais sem graça, e quando o Presidente chegou, tentou esconder-se no fundo da sala.
- Ora, que plantas, árvores e flores maravilhosas vocês cultivaram – disse o Presidente. Hoje, um de vocês será escolhido para ser o futuro Presidente.
Foi quando ele notou Carlos e o convidou para ir à frente com seu vaso sem planta que, apavorado, disse:
- Senhor Presidente, não vai acreditar: Eu reguei essa semente todos os dias, mas ela não germinou. Me desculpe.
O Presidente ouviu calmamente as palavras de Carlos, voltou-se para o grupo e pediu que todos se sentassem, menos Carlos. E olhando para ele, anunciou:
- Olhem para o seu novo Presidente! Seu nome é Carlos!
E então explicou:
- Há um ano eu dei a cada um de vocês uma semente para que plantassem, regassem, cuidassem e trouxessem o resultado na reunião de hoje. As sementes que lhes dei eram estéreis, e não poderiam germinar. Contudo, quando descobriram que ela não germinaria, vocês a substituíram por outra, porque estavam apenas preocupados com os resultados, e não com o caminho para conquistá-los. Carlos foi o único com coragem e honestidade para apresentar-me um vaso com a minha semente. É por isso que ele acaba de ser escolhido para ser o seu futuro Presidente.

(Texto retirado da internet)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Eu tive que aceitar (Silvia Schmidt)

Eu tive que aceitar que o meu corpo nunca fora imortal, que ele envelheceria e que um dia se acabaria.

Eu tive que aceitar que eu viera ao mundo para fazer algo por ele, para tentar dar-lhe o melhor de mim,

deixar rastros positivos da minha passagem e, em dado momento, partir.

Eu tive que aceitar que meus pais não durariam para sempre e que meus filhos, pouco a pouco, escolheriam seus caminhos e prosseguiriam sua caminhada sem mim.

Eu tive que aceitar que eles não eram meus como eu supunha, e que a liberdade de ir e vir era um direito deles também.

Eu tive que aceitar que todos os meus bens me foram confiados por empréstimo,

que não me pertenciam e que eram tão fugazes como fugaz era a minha própria existência na Terra.

Eu tive que aceitar que eu iria e que os bens ficariam para uso de outras pessoas quando eu já não estivesse por aqui.

Eu tive que aceitar que varrer minha calçada todos os dias não me dava nenhuma garantia de que ela era propriedade minha, e que varrê-la com tanta constância era apenas um fútil alimento que eu dava à minha ilusão de posse.

Eu tive que aceitar que o que eu chamava de “minha casa” era só um teto temporário que dia mais, dia menos, seria o abrigo terreno de uma outra família.

Eu tive que aceitar que o meu apego às coisas só apressaria ainda mais a minha despedida e a minha partida.

Eu tive que aceitar que meus animais de estimação, minhas plantas, a árvore que eu plantara, minhas flores e minhas aves eram mortais.

Eles não me pertenciam! Foi difícil, mas eu tive que aceitar.

Eu tive que aceitar as minhas fragilidades, os meus limites, a minha condição de ser mortal, de ser atingível, de ser perecível.

Eu tive que aceitar para não perecer!

Eu tive que aceitar que a Vida sempre continuaria com ou sem mim, e que o mundo em pouco tempo me esqueceria.

Eu me rendi e aceitei que eu tinha que aceitar.

Aceitei para deixar de sofrer, para lançar fora o meu orgulho, a minha prepotência, e para voltar à simplicidade da Natureza, que trata a todos da mesma maneira e sem favoritismos.

Humildemente agora lhe confesso que foi preciso eu fazer cessar uma guerra dentro de mim.

Eu tive que me desarmar e abrir meus braços para receber e aceitar a minha tão sonhada Paz!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O pesado fardo dos jovens Atlas


Não consigo pensar em nenhuma resposta que explique o porquê de, em alguns momentos, ficarmos distantes na presença. É algo como uma presença que distancia, situações que não são programadas e que, em um determinado momento, deixam de ser apenas situações e tornam-se argumentos para o distanciamento. A razão pela qual nos distanciamos na presença é uma incógnita tão grande que, se em algum momento a resolução for encontrada, poderá ser engarrafada aos lotes e vendida a preço de ouro.

De qualquer forma, a mesma ausência que machuca, ensina. Ensina a não querer tudo de uma vez. Ensina que nem mesmo Atlas conseguiu segurar o mundo com muitos sorrisos e, mesmo que se tivesse conseguido, o fator preponderante para tal feito foi o castigo. Sim, Atlas foi castigado com a maldição de ter que carregar o peso do mundo em seus braços. E hoje é inegável a grande quantidade de seres que fazem do castigo de Atlas um exercício de sobrevivência em meio ao caos.

Carregar o peso do mundo nos braços é corrosivo.

Não é nem um pouco nobre querer tudo de uma vez. Tudo ao mesmo tempo agora, já diziam os mais velhos. Só que hoje, com a quantidade de informação disponível, com a variedade de perspectivas para o nada, ter em seus braços o peso do mundo nada mais é que uma diversão auto-suicida, algum tipo de esporte amaldiçoado que nunca saberá se o ganhador está vivo ou apenas respira por entre os dias que demandam muito mais que os mesmos podem suportar.

O mundo é pesado. E canso só de pensar nas coisas que eu gostaria de carregar dele e não posso. Ou melhor, eu até poderia, só que antes a minha sanidade que um peso exacerbado de coisas que poderiam ser deixadas para outra hora, para um outro momento.

É o querer escravo de coisas que não precisamos.

É o que colocam em nossas vontades sem que precisássemos sequer pensar nisso. São frases defeituosas em meio ao texto de nossas vidas.

E quando perceberemos que o peso não é mais satisfatório? Ora, nunca, acredito. É deselegante entregar os pontos em prol de nossa própria felicidade. É nocivo ser uma pessoa mais leve nos dias difíceis de hoje. É como usar sempre as mesmas roupas no desfile de vaidades que são os nossos dias.

É como se não existíssemos para os outros por escolhermos uma vida menos atribulada que eles. O peso do mundo faz-nos existir mesmo que os braços nunca se acostumem com o fardo que precisamos carregar para sermos um pouco iguais aos outros.

(do blog Cafe com Rosas)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

MÃE FAZ CADA COISA... (Texto de Hilda Lucas)


"Mãe é aquele ser estranho, louco, capaz de heroísmos, dramas e breguices com a mesma fúria; paga mico, escreve carta para Papai Noel, se faz passar por Fadinha do Dente, Coelho da Páscoa, Cuca, pede autógrafo para artistas deploráveis, assiste a programas, peças, shows horríveis, revê milhares de vezes os mesmos desenhos animados, conta as mesmas histórias centenas de vezes, vai pra Disney e A D O R A!

Mãe faz escândalo, tira satisfação com professor, berra em público, dá vexame, deixa a gente sem graça, compra briga; é espaçosa, barulhenta, tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. Mãe desperta extremos, ganas, irrita, enlouquece, mas... É mãe!

Mãe faz promessa, prestação, hora extra, pra que a gente tenha o que é preciso e o que sonha. Mãe surta, passa dos limites, às vezes até bate, diz coisas duras; mãe pede desculpas, mortificada... Mãe é um bicho doido, louco pela cria. Mãe é Visceral!

Mãe chora em apresentação de balé, em competição de natação, quando a filha menstrua pela primeira vez, quando dá o primeiro beijo, quando vê a filha apaixonada no casamento, no parto... Xinga todo e cada desgraçado que faz a filha sofrer, enlouquece esperando ela chegar da balada... Mãe é uma espécie esquisita que se alterna entre fada e bruxa com um naturalidade espantosa. É competente no item culpa e insuperável no item ternura, mas pode ser virulenta, tem um lado B às vezes C, D, E... Mãe é melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, histérica, mas não se é feliz sem uma. Mãe é contrato: irrevogável, vitalício intransferível!

Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara de choro, de gripe, de medo; entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas. Mãe dá a roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó, dá bronca, dá força. Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, pesadelos, bactérias, mosquitos, perigos. Mãe tem intuição e é messiânica: Mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tece lembranças. Mãe é arquivo!

Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende. Ama, desmama, desarma, denota, manda, desmanda, desanda, demanda. Rumina o passado, remói dores, dá o troco, adora uma cobrança e um perdão lacrimoso.
Mãe abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso coração, o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve música quando a gente ri. Mãe tem coração de mãe!

Mãe é pedra no caminho, é rumo; é pedra no sapato, é rocha; é drama mexicano, tragédia grega e comédia italiana; é o maior dos clássicos; é colo, cadeira de balanço e divã de terapeuta... Mãe é madonna-mia! É Deus-me-acuda; é graças-a-Deus; é mãezinha-do-céu; é a que padece no paraíso enquanto nos inferniza... Mãe é absurda e inexoravelmente para sempre e é uma só: não há mistério maior!

Só cabe uma mãe na vida de uma filha... e olhe lá! Às vezes, nem cabe inteira.
Mãe é imensurável!
Mãe é saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morte.
Mãe é eterna, não morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre, façanha, matriz, alma, carne viva, laço de sangue, flor da pele. Mãe é mãe, e faz cada coisa..."
"ESCOLHER A EDUCAÇÃO É ASSUMIR O COMPROMISSO COM O ALUNO E CONSIGO MESMO!"